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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Número 1 - Ano 4. O fim do amorzinho

          Pois bem, este era o fim esperado, claro. Mas deixa eu falar um pouquinho sobre tudo o que andou acontecendo (até eu escrever este rascunho, logo após o post anterior, pelo menos).

          Eu viajei um dia após conhecer o Nº 1, conversamos pelo whatsapp, nos falamos algumas vezes pelo telefone, lembrei de comprar um presente de páscoa, e no outro fim de semana (o passado, no caso) não iriamos nos ver, pois eu teria de tirar dois dentes ciso. Mas foi cancelado, e apareceu outro motivo para não nos vermos.

          Acontece que na segunda-feira teria de viajar a trabalho novamente, e não era necessário passar por Brasília, mas na minha atitude - vamos tentar - resolvi ir no domingo para a casa dele e partiria de lá para meu compromisso de trabalho.

          Pois é, fui e o domingo foi o início do fim. Tentamos nos pegar, mas nenhum de nós sentiu muito prazer, nem mesmo chegamos a gozar. E sim, isso é uma coisa muito grave, principalmente quando se trata de duas pessoas extremamente sexuais.

          O mais engraçado, estávamos jantando em um restaurante japonês e ele resolveu falar que estava muito ansioso, muito tenso e acha que por isso não tinha rolado. Eu, sincero como sou, disse que nos dávamos bem, mas diante de tudo, principalmente das várias vezes que ele falou sobre gostar de caras mais velhos, não sentia atração sexual por mim. Simplesmente não rolava. E pra ser sincero, eu também não estava sentindo mais tesão nele.

          Dormimos juntos, dormimos. Fui embora pela manhã e ficamos de nos encontrar este final de semana (que escrevo). Daí durante a semana nos falamos uma vez ou outra. Quase nunca. Pensei - pô, parece sacanagem o que estou fazendo, tínhamos combinado, ele viria. Mas não quero, pra que vou mandar mensagem, vou tentar. Ele também nem está mandando. -.

          (E hoje, na sexta-feira, acabei mandando uma mensagem. Ele disse que estava vindo. Perguntei se iriamos em uma festa. E daqui a pouco vamos sair juntos, acho. Mas vou embora bem cedo. Talvez amanhã ainda tenha de encontrá-lo. No entanto, sinto que será a última vez.). E no domingo acho que já poderei terminar o post, pois, na verdade, o amorzinho já acabou.

          Continuando...


          Saímos na sexta, no sábado e foi isso. Ele é uma pessoa bacana, educada, mas só. O tesão tinha acabado, se é que tinha existido. No domingo ele ainda ficou na cidade. Me mandou mensagem e demorei a responder, e ele fez o mesmo. Por volta das 23h me mandou mensagem dizendo que tinha saído com um amigo e blablabla. E depois que eu já tinha falado sobre não estar rolando clima, tesão. E que ele percebeu também o que nos tornava incompatíveis para namorar, mas que poderíamos ser amigos. Ignorei. Ele me mandou mais algumas mensagens a noite. 



          Hoje ele me mandou mais algumas mensagens pela manhã, como se nada tivesse acontecido. Ignorei. Pra mim já tinha acabado, ele só deixou mais fácil pra mim.

          E sim, me incomoda levar um fora de alguém que eu não quero nada. Me incomoda preferir levar um fora do que dar um fora. Mas sério, foda-se. Eu não queria, não fiz esforço e deixei bem claro pelas minhas atitudes, só não tive coragem de falar chega e sumir enquanto ele tava na cidade.

          

          E preciso escrever mais um post hoje. - Mas não sei se vou conseguir -.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Número 1 - Ano 4. Confortável

          Nem só de reclamações vive o homem. E é exatamente por isso que eu venho aqui contar algo bom. Não, não fiquei magro do nada, nem rico, nem lindo, nem nada, nenhum milagre aconteceu, ou melhor, sobre isso eu já não sei.

          No dia em que escrevi o post anterior eu estava realmente mal com meu corpo, no feriado de páscoa pensei em nem sair de casa, ou melhor, basicamente não saí. Mas daí, no sábado resolvi ir a sauna. Tinha muito tempo que eu não ia. E pra falar a verdade fui em uma que o público é bem mais velho e nem é assumidamente gay. Isso porque, como eu disse anteriormente, não queria passar pelo julgamento dos gays super sarados que costumam frequentar as saunas.

          Pois é, fui, encontrei conhecidos, conversei, bebi um pouco e acabei me surpreendendo ao ver um cara muito interessante. Acabei saindo da área do bar e indo pra sauna, pra ver o cara de perto, e ver se rolava uma troca de olhares. Pois é, rolou. A sauna a vapor estava lotada, mas não me fiz de santo, sentei ao lado dele, peguei no pau e ficamos nos olhando. Já toquei nele, tentando ser discreto, já que aquele lugar não é realmente abertamente "gay".

          O rosto dele era lindo, mas quando o vi de perto outra coisa me chamou a atenção, seu peito. Talvez ele tenha o maior bico do peito que já vi, e fiquei louco, tinha certeza que ele gostava de uma pegada mais forte. Logo fomos para uma salinha escura, onde a pegação começa naquela sauna, e como eu pensei, ele tinha muito tesão nos peitos e gostava de uma pegada mais forte. Perfeito.

          Ele tem pouco mais de 40 anos, uma barba linda, cabelo maior no meio e bem baixo dos lados, o corpo bonito, pau grosso, e o peito incrível, como disse. Acabamos gozando, só na pegação, saímos para tomar banho e achei que tinha acabado por aí. Mas daí começamos a conversar.

          Saímos a noite, conversamos um tanto, depois ainda fomos pro motel, e sinceramente senti coisas que não sentia a um bom tempo. Primeiro, preciso dizer que me senti muito confortável ao lado dele. Além disso, me senti desejado. Não me senti inadequado, uma baleia ou horrível. E não tem coisa melhor do que se sentir confortável.

          Ainda não teve penetração, ele já me falou que não acha muito importante, e eu falei que acho um tanto, no motel ele nem gozou novamente, não me senti muito bem com isso, mas para ser sincero, também não me senti tão mal assim. Acho que ainda vamos nos ver outras vezes e ir acertando as coisas.
          
          No domingo eu viajei logo cedo (estou na Bahia, trabalhando). Estamos nos falando com uma certa frequência (whatsapp é vida). As coisas não vão ser fáceis, ele não mora na mesma cidade que eu. Mas quer saber, estou com vontade de tentar, pelo menos conhecer um pouco mais dele, ver onde isso vai dar. Me sentir confortável como me senti com ele é coisa rara.

          Só para deixar claro, não estou apaixonado, nem amando, nem nada disso, claro, saímos apenas um dia, mas estou sim com muita vontade de dar continuidade ao que tivemos, quero conhecer melhor este cara. Ele não sai da minha cabeça. É lindo, educado e kinky.